J sabe que eu adoro flores e que aprecio sempre que recebo uma.
J sabe que eu fotografo sempre os ramos que recebo e que os preservo (com a infalível técnica de lacagem) por não gostar de receber prendas que depois "desapareçam".
Mas J também sabe que eu lhe disse, há anos atrás, que preferia que ele não gastasse dinheiro em ramos, que uma simples flor colhida de um qualquer jardim era, para mim, um simples, barato e igualmente agradável modo de me felicitar por alguma coisa.
J decidiu, neste dia da mulher, oferecer-me um bonsai porque, nas palavras dele, eu só disse que preferia não receber flores mas que nunca disse que não gostava de receber plantas (por norma, as deduções dele são sempre de uma lógica infalível!).
J sabe que eu pretendo, aquando da mudança para a casa nova, ter um jardim interior de tema japonês e esta prenda, diz ele, é uma das prendas progressivas que nós tanto gostamos de oferecer um ao outro. Ou seja, oferecer algo que por si só sirva como presente mas, também, que venha a integrar um presente ainda maior.
Bonsais cá em casa já há dois, um que comprámos por ter exactamente a mesma idade que o nosso namoro (na altura estávamos nos sete anos e nove meses) e outro que foi o nosso porta-alianças no casamento (por simbolizar a eternidade e uma vez que o nosso tema de casamento foi o Japão, fazia todo o sentido e, além disso, era muito giro - a ideia foi mesmo muito elogiada pelos convidados e amigos!).
Este bonsai que hoje recebi foi o maior que alguma vez tive e adoro-o.
Obrigada, J! <3
Agora, para acabar o dia em beleza, vou jantar e sair com as amigas, na onda do girls night mas sem strips e histerias.
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