quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Nostalgia antecipada ou ter saudades antes do tempo?

Adoro conhecer e ir e viajar e estar e voltar. E há sítios a que nunca me farto de voltar. E há momentos que faço questão de eternizar.
Mas também tenho esta coisa de se sei que determinado sítio vai desaparecer (e, por desaparecer, quero dizer fechar ao público, ser demolido, ser restaurado e atribuído a outros fins...) passo a querer lá ir à força toda. Para não ficar com o sentimento de perda, um sentimento de saudade por algo que nunca conheci.
Aconteceu em 2007, depois de se começar a falar a sério no aquecimento global e no degelo glaciar. Aí meti na cabeça que cidades como Amsterdão e Veneza corria sério risco de virem a desaparecer de um momento para o outro. E vai daí fiz as malas e fui conhecer e despedir-me simultaneamente destas cidades.
Aconteceu outra vez quando entendi que a Esfínge egípcia estava a degradar-se e meti na cabeça que o Egipto era o meu próximo destino de férias.
Voltou a acontecer ontem à noite, ao ver o jogo do Benfica (cof, cof... quem via o jogo dos encarnados era o querido. Eu só ouvia porque os meus olhos colaram no clássico espanhol Real Madrid-Barcelona.) para a Taça de Portugal. O benfas lá derrotou o Paços e parece assim quase certo que vai jogar a final no Jamor. Na minha cabecinha fez-se luz! Com uma cajadadazita só fazíamos dois coelhinhos felizes: o orelhudo querido via o seu benfas (muito provavelmente) arrancar mais um troféu e a orelhuda querida ia conhecer e despedir-se simultaneamente do mítico Estádio do Jamor.
Agora resta esperar pelo dia em que visto calções, top e sandálias, me barro de protector, meto a mochila às costas com 5l de água e aprecio pela primeira e última vez aquele palco de festa... enquanto vou metendo o olho no jogo... que, aliás, é o motivo porque lá estarei. Cof.

U.S.Armas?!

Outro tiroteio nos Estados Unidos. Seriously, guys?! Disparar contra tudo e todos, aparentemente só porque sim?! Mas quê, uma pessoa agora irrita-se, anda de mal com a vida e vai daí toca a disparar contra tudo e todos, sem rei nem lei?! Epá, problemas todos temos... mas eu ainda sou do tempo em que vocês, exagerados como sempre foram, quando se chateavam davam uns pontapés nuns caixotes do lixo e iam para um porto beber whisky
Seriously, trazer para a realidade cenas típicas dos vossos filmes está a ser demasiado... too much, indeed!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Keep it simple

Sair do trabalho com tempo para ir ao supermercado da rua, comprar não só o básico e gastar muito pouquinho, vir para casa preparar um jantar novidade ideal para comemorar apenas mais um dia juntos, namorar ao sofá à espera que o apetite venha, degustar o jantar ao som de boa música e agradável conversa e voltar ao sofá para aquele nosso hobbie
Foi assim o meu final de dia e início de noite. Uma felicidade imensa. Grande e profunda porque se mede com medidas simples, despretensiosas. Sou feliz.

Tempo

Dez dias sem postar, dez dias de muita agitação. Foram jantares de aniversário, foram muitas saídas para café com as amigas, foi muito passeio e muita organização em casa, já a adiantar algumas coisas para as mudanças que teremos que fazer daqui a (taaaantos!) meses.

Sou apologista de que o tempo é o que fazemos dele e que temos sempre tempo para tudo, se assim quisermos que seja. É por isso que tenho sempre tempo para mais alguma coisa, para mais alguma aventura, rotina ou projecto. E é por isso que, agora, os meus dias vão precisar de ser maiores porque há projecto novo na calha. Digo-o agora porque já está na fase em que há efectivamente qualquer coisa para mostrar. Já passou da ideia ao papel. Neste caso diria que passou do papel ao tecido. Estou a adorar e mal posso esperar por fazê-lo nascer para o mundo e mostrá-lo, gabá-lo e babar-me com ele, à frente de todos.

Back in action

Não se sabe bem ao certo que fenómeno foi mas diz-se que poderá ter sido um tornado ou mini-tornado... Cá por casa o estrago não fui nenhum e o incómodo causado pela falta de electricidade, água, internet e rede de telemóvel só durou dois dias. No big deal.
É claro que não deu jeito ser ao fim de semana, é claro que tivemos que controlar a abertura das arcas e frigorífico, é claro que não podemos fazer uma vida normal durante esses dois dias. Mas eu só penso: valerá a pena uma pessoa queixar-se? Não. Primeiro porque poderia ter sido bem pior. Segundo porque estas pequenas catástrofes domésticas são uma lição de vida: aprendemos a viver com limitações (e eu acho que, de vez em quando, estes "abre-olhos" são benéficos e muito elucidativos), valorizamos o bem-estar diário que pequenas inovações trouxeram às nossas vidas e, acima de tudo, aprendemos a estar uns com os outros e a divertirmo-nos à maneira antiga. Muito bom.
Adorei jogar Uno à luz das velas, adorei as conversas embrulhadas em cobertores e iluminadas apenas pela chama da lareira, adorei o forçoso deitar cedo que permitiu duas noites de muito descanso.
Ainda assim, claro, gosto de ter de volta a minha vida de gadgets, tecnologia e desenvolvimento.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

... eis que acabo de inventar uma palavra nova: planitário.
E o que significa este melodioso vocábulo? Nada. Foi apenas o que me saiu em conversa com o querido J quando pretendia dizer tarifário.

Agora que penso nisso... planitário é a fusão de plano com tarifário... Até não está incorrecto de todo... Dou o braço a torcer... desta o meu subconsciente até esgalhou bem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Lance, de ti só tenho pena...

... porque viver toda uma vida de mentira é coisa dolorosa, porque não dormir de consciência tranquila é o maior dos pesadelos.
Ainda assim, "a minha faca corta a direito" (expressão cá da terra, que já oiço desde que nasci) e digo-te que achei corajoso teres confessado o teu erro. Com tudo o que isso implica.
Só desejo que, nesta história do arrependimento e sentimento de culpa, não estejas a fingir como fingias a felicidade ao cortar a meta.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Amor à nossa maneira

Amor é dividir uma caixa sortida da Ferrero assim:



(A propósito, hoje comemoramos 8 anos e meio de namoro. Love you, J!)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quão vergonhoso...

... é o casal que chora a rir ao criar os seus personagens Sims?


Ladies' night

Jantarada de gajas. O grupo de amigas do secundário. A "desculpa" (porque há sempre uma, nem que seja o "porque sim") era conhecer a nova casa da Inês e fazer-lhe um bocado de companhia, uma vez que o seu mais-que-tudo está fora durante a semana, em trabalho. 
Como acontece sempre, adorei a noite. Pelo que me ri, pelo que recordei. Não há hipótese... estas nossas reuniões são o melhor dos spa's: descontraiem, revitalizam corpo e mente, reavivam as memórias felizes que temos em nós, dão-me anos de vida. 
E, tal como acontecia há 10,11 e 12 anos atrás, o tempo voa e damos por nós a desejar conseguir parar o tempo e ficarmos para sempre assim. 
Fui muito feliz na minha altura de secundário. Fiz amizades para a vida. Vivi momentos que não esquecerei. Conheci, aprendi e cresci muito. E agora, passados 10, 11 e 12 anos, sou feliz por não ter perdido o que de melhor esse período da minha vida teve.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Obrigada, T.

Ter um convite para almoçar e ser presenteada com camarões tigre de cebolada e palmiers caseiros para sobremesa é algo que me dá a certeza que tenho as melhores amigas do mundo! Obrigada, T.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

:(

Em relação à morte do bebé atacado pelo pitbull da família só tenho a dizer que não queria estar na posição daqueles pais. Pelos motivos óbvios (ver morrer um filho deve ser o maior sofrimento pelo qual um pai deve passar!) em primeiro e porque não sei como reagiria em relação ao cão, em segundo.
Adoro animais. Adoro cães. Tenho três, nenhum das raças ditas perigosas. Mas só mesmo porque nunca calhou. Porque não acredito nisso das raças ditas perigosas. Acho que os cães são como as pessoas: há-os bons e há-os maus. E isso não tem, a meu ver, nadinha a ver com a raça do bicho. E muito menos tem a ver com os donos. Os meus três cães foram todos "educados" da mesma maneira e têm feitios muito diferentes. Nenhum é mais mimado que os outros e todos têm, para connosco da família, ligações diferentes. Os bichos têm personalidade e isso vai muito para além dos rótulos que lhes colocamos.
Não defendo nem acuso o cão, não defendo nem acuso os pais. Muitos pitbull existem em casas de família que nunca magoaram uma criança. E muitos pais já viram morrer um filho seu por acidentes domésticos. 
Cada um é livre de dar a sua sentença. Eu abstenho-me e fico-me somente pela partilha da dor e tristeza que os pais do bebé devem estar a sentir. E é no sentido de lhes dar apoio à distância que concentro os meus esforços. Não em atirar-lhes pedras e apontar-lhes o dedo.
Culpados? Sim, o sentimento de culpa (pelo bebé e pelo, eventual, abate do cão) já ninguém lhes vai tirar. E isso já é uma pena pesada com o caraças!

Uma questão de pinta(s)?

O que é que eu acho do fato que o Messi usou na cerimónia de entrega da Bola de Ouro'12? Acho muito bem. Não gosto do fato, se fosse homem não o usaria. Mas acho bem que ele o tenha usado. Primeiro porque o corpo e imagem são dele e, pela liberdade concedida à espécie humana, ele tem o direito de usar o que bem lhe apetecer, mesmo que isso choque meio mundo. Segundo porque ele não me veio pedir a mim (e duvido que o tenha feito a alguém!) o dinheiro para o comprar e, por isso, se foi ele que pagou então pode vestir o que lhe der na gana. 
A sério... o moço não foi nu, não se vestiu de Super Homem ou Homem Aranha e não apareceu como réplica de Jesus Cristo (isto era o que eu faria se fosse ele, usando o trocadilho Messi/Messias... mas isto já são coisas dos meus pensamentos). Simplesmente vestiu um fato que não caiu no goto de muita gente. Mas e quê, se caiu no goto dele? 
E mais, uma pessoa não pode simplesmente vestir algo que transmita alegria, que crie sorrisos? Ele bem pode achar que aquele fato atrai energias positivas. Ou, ainda, simplesmente lhe pode ter apetecido vestir uma roupa cómica. Eu já o fiz, quantos de vós não o terão feito também? Quem nunca vestiu uma roupa mítica numa ocasião "especial" (aniversários, passagens de ano, festas populares...)?

Mas pronto, se há algo que acho mesmo mal nesta história toda é o facto dela ocupar tempo de antena num telejornal da tv nacional. É que é mesmo aquela cena típica do secundário: o grupo de raparigas a um canto a comentar a camisa da loira do 10ºB ou as botas da betinha do 12ºI. A gozar. A julgar os outros só porque não são mais um que vai na maré. Enfim, desprezível.

Messi... cheio de pinta(s)!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"É preciso que todos, que lidam comigo, se convençam de que sou assim; e que exigir-me os sentimentos, aliás muito dignos, de um homem vulgar e banal, é como exigir-me que tenha olhos azuis e cabelo louro. E estar a tratar-me como se eu fosse outra pessoa não é a melhor maneira de manter a minha afeição."

Fernando Pessoa
29/9/1929

domingo, 6 de janeiro de 2013

Momentos Bluelittledrop #1

Admiro-o como homem, como escritor, como Pessoa que é. Adoro-o pelos seus múltiplos Eu, pela densidade das suas fraquezas, pela maneira como existe na sua complexidade. Fascinam-me o seu modo próprio de ser, o seu lado obscuro e enigmático, as suas inseguranças. Apaixonam-me a sua audácia, a sua entrega, o seu fervor de sentir.

Fernando Pessoa - Cartas de Amor a Ophélia Queiroz é um livro que quis desde sempre e que sabia que tinha que ler. Chegou ontem, de surpresa, pelas mãos da minha Quimera e preencheu um espacinho vazio que havia em mim.
Adorei! Adorei porque agora já o tenho, porque me foi dado por uma Pessoa que eu amo, porque deixa a nu uma outra Pessoa que me inspira, porque fala de amor e porque são cartas. Cartas. A alma em palavras, os sentimentos em tinta, o coração em papel. Cartas. Aquelas que protagonizam um dos melhores momentos passados entre mim e essa outra Pessoa que amo.

Momentos Bluelittedrop - Intro

Sou de mostrar a minha felicidade de forma efusiva e indiscreta. Não o faço de propósito e não consigo evitar de ser tão expressiva. Não consigo parar de sorrir, não me calo mas deixo todas as frases incompletas, coro instantaneamente e tenho breaks mentais que duram segundos em que fico alheia de tudo e todos e entro numa outra dimensão, em que estou sou eu e os meus pensamentos.
É nestes momentos que mais me mostro e entrego ao mundo, que exponho a minha alma. São os Momentos Bluelittledrop e é sobre eles que falam estes posts.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Início

Já a pensar nos planos que tenho lá mais para o final do ano, comprei esta:


A ideia é comprá-la mensalmente porque assim vou gastando o dinheiro aos poucos e não faz tanta mossa (sinceramente, acho mesmo que as revistas são caras e sei que, quando engravidar, vou comprar 733240 livros sobre barrigas e banhos e vacinas e sopas, por isso vou dividindo assim a despesa) e assim posso demorar um mês inteiro a ler a revista, com tudo o que isso implica para mim (criar listas do que vou precisar, fazer pesquisas na net, cruzar informação para ter uma melhor opinião and so on and so on...).
Uma pessoa faz votos de sinceridade, defende a verdade acima de tudo e resiste em entrar em esquemas e chantagens... para depois deitar tudo a perder quando se trata de ir comprar roupa para o marido e dou por mim a inventar uma desculpa para termos que sair de casa e ir à cidade... 

Idealismos de vida à parte, lá levei a missão a cabo e agora o resultado é um marido vaidoso e ainda mais giraço. Aaah, são estas contradições da vida que me fazem pensar duas vezes...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Trapos companheiros

Dediquei a tarde às compras, tal como eu gosto: com todo o tempo do mundo, sozinha e em lojas de rua (não em centros comerciais, entenda-se). Comprei desenfreadamente, como se o futuro não me assustasse ou se tivesse recebido uma herança de um tio afastado do Brasil. 
No final, o resultado foi o que se vê na foto. 
E sendo eu pessoa de acreditar que a roupa passa a ter alma assim que a compramos, posso dizer que vim para casa muito bem acompanhada.




Agora é tempo de ir para a cozinha com o querido. Fazer um jantarinho maravilha que dê muita energia porque a noite vai ser de farra.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O meu príncipe encantado

Como saí de casa só para "ir ali e já venho" fui vestida como estava, de fato de treino. Previ que ir morrer congelada antes que o maridão chegasse a casa e pensei num plano. Felizmente tinha os sacos para a reciclagem cá fora e pensei em ir deixá-los ao ecoponto e depois, aproveitando o sport wear que envergava, fazer uma caminhada que me ajudasse a passar o tempo e a fintar o frio.

Foi o que fiz mas pouco depois de ter começado a andar o maridão liga a dizer que tinha saído mais cedo do trabalho para que eu não ficasse na rua tanto tempo. Um amor de marido, este que tenho. Meia hora depois eis que ele chega junto de mim, qual príncipe encantado no seu cavalo a salvar a sua princesa ofegante da caminhada.

Graças ao meu azar, ele veio mais cedo para casa e pudemos estar um tempo extra a mimarmo-nos no sofá. Apetece-me dizer que "there's no such thing as bad luck"!

Bad luck?

Este bem podia ser um post em que maldizia a minha vida e todo o azar que tenho. Mas não. Porque não sou assim e encaro de ânimo leve os problemas mínimos da vida que os outros parecem ter gozo em transformar em dramas. 

Ora então, saio de casa em modo desportivo rumo à casa nova para pedir o contacto de um dos técnicos ao empreiteiro e na volta passar pelo supermercado da rua e comprar um pacote de arroz. Saio apenas com o telemóvel e 1€. Fiz o que tinha a fazer e voltei para casa. Foi então que vi que não tinha trazido as chaves. E não, não tenho uma chave escondida debaixo do vaso porque tenho-me em boa conta enquanto menina ajuizada e responsável e NUNCA saio de casa sem chaves... até ao dia em que saio e corre mal.

Posto que agora aqui estou, com nada mais que um telemóvel e 19 cêntimos, a pensar no que vou fazer durante quase 3h em que nem um café posso ir beber. 

P.S.: Enquanto pegava no telemóvel o pacote de arroz caiu no chão e abriu-se... Em vez de resmungar só me preocupei em ver se dentro do pacote tinha ficado a quantidade suficiente de arroz para o jantar aqui do casalinho. Só naquela de não ser tudo tão mau... É que andar a reunir baguinhos de arroz espalhados por 7 degraus de escada não é bonito.

Invictos!

Depois da minha vitória no poker do último sábado eis que o maridão ganhou o poker da noite passada. 

Deduzo eu deste acontecimento que:
- ou tenho um marido machista (coisa que seria novidade para mim) ou competitivo como o caraças (acho mesmo que ele não quis o rótulo de 2º, principalmente por ter perdido para mim);
- alcancei um novo estatuto no sub-mundo do poker porque agora sou intimidante (ontem jogaram sem mim, aproveitando que me tinham "presa" num café com uma amiga);
- acabámos um ano e começámos outro a ganhar dinheiro... será um sinal de que o euromilhões vai cair bem direitinho na nossa conta bancária?
- ou eu não soubesse quem somos ou começava a temer pelo nosso futuro, que tem tudo para acabar como nos filmes, em que os gamers começam a ganhar assim meio timidamente, fazem e gastam fortunas e acabam por perder tudo. Mas não, eu sei que nós sabemos viver... sabemos o que queremos e o que fazemos just for fun.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

14 gelatinas é muita gelatina!

Passei a manhã alapada no sofá a ver O.C., prometendo a mim mesma que o episódio que via era o último do dia e, consecutivamente, a infringir as minhas próprias regras. Foi um bom atestado do meu auto-controlo no dia de hoje... 

Almocei em frente ao sofá mas já decidida a tornar a tarde em algo (mais) produtivo. Após o café meti mãos à obra e revirei a despensa. Foi qualquer coisa como a reposição de um supermercado inteiro mas mais caótico porque queria fazer a coisa a sério e isso incluía mandar fora o que já tinha passado da validade (neste campo fiz imensos progressos porque o único produto ultrapassado que encontrei foi um pacote de massa - hip hip hurra para mim!), organizar tudo de acordo com as minhas lógicas (que nem explico porque era motivo para me quererem enviar para um hospício) e colocar todos os produtos já abertos em frascos, frasquinhos, caixas e caixinhas.

Terminei agora (duas horas depois) e sabem o que me espera? Uma longa surfadela na net a procurar receitas com gelatina. Pois, é que tenho 14 pacotes (duplos!!!) dessa iguaria cá em casa.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

1=1000

Um dia em que acordámos tarde e ficámos na ronha até ainda mais tarde e só transitámos do quarto para a sala com breves idas à cozinha (fome não é coisa que nos assista em dias a seguir a noites de farra).

Apesar de ser menina de acreditar em tudo o que são boas energias, bons presságios e bons moods não me importei nada de nem sequer ter saído de casa durante o dia. É certo que dizem que a maneira como entramos no ano vai ditar o decurso do resto do mesmo mas eu não me importo nadinha que não tenham havido idas à praia (que adoramos mesmo no inverno), passeios por parques lindos, almoços/lanches/cafés em locais estilosos com grandes amigos. Porque eu sei que vou ter tudo isso na mesma (amigos de verdade são imunes à passagem do ano) e ainda muito mais. E porque, embora em casa, passei um dos dias mais felizes da minha vida na companhia do querido J. E se isso não é o melhor dos presságios, das premonições então não sei o que será. Aliás, sei. É 1 dia que vale por 1000! E 1000 dias é coisa para me garantir felicidade para mais de três anos.