Passar pela baixa de Coimbra e ver uma loja de souvenirs com toalhas e sacos para pão ao estilo bordados de Viana do Castelo é coisa que me deixa perplexa. E nem é tanto pelo facto de serem vendidos artigos que não são típicos da região que se visita, porque isso eu até compreendo (mal, mas compreendo). É mesmo pelo facto de os artigos em questão serem tão mauzinhos (de qualidade e de aspecto) que não dignificam em nada a beleza dos bordados de Viana. É que, para quem conhece os verdadeiros, aqueles são tão rascos que dói.
Pode não ser a melhor das analogias mas isto só me faz recordar o célebre caso do restauro da pintura de Jesus Cristo que aquela senhora fez, em que Cristo estava tão feio e desfigurado que levava 30-0 de qualquer macaco num concurso de beleza!
Senhores do Turismo, bem sei que devem ter mais com que se preocupar mas não dava para pôr mão nisto? É que quem perde é a imagem de Portugal, imagem essa de que vocês dependem e que é da vossa competência preservar e promover.
É que se for assim eu dedico-me à vinicultura e começo a vender o meu próprio vinho como sendo Vinho do Porto. E olhem que um dos meus nomes é Antónia (como a Senhora Dona Antónia que há muitos anos atrás se lançou nestas coisas dos vinhos e das castas) e isso dá-me alguma afinidade para me julgar no direito de vender o meu vinho do Porto...
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