Eu andava mortinha por ir ver o mar e sentir o vento salgado e ontem lá rumámos a essa meca estival da região centro que é a Nazaré.
Não que gostemos desta cidade-praia particularmente. Nem sequer é a que está geograficamente mais perto de nós. Mas tem mar e tem ondas e poderia ter o McNamara a desafiar as leis da física (infelizmente, ondas ainda vimos... Garrett é que nem por isso). Além de tudo isso, era sítio em que moi meme e o querido nunca tínhamos estado juntos.
Chegámos, fizemos a habitual piada do "Sítio, qual sítio?" (temos esta coisa de que piadas clássicas têm sempre que ser ditas) e procurámos casa de pasto onde pudéssemos reconfortar os estômagos que já davam sinal de si. Muito tempo à espera, robalo e lulas grelhadas impecáveis, ver o mar, sentir a areia, passear, dar beijinhos, tirar fotos... tudo muito bom... mas ao final de duas horas já estávamos fartos! Opá, Nazaré tem aquela coisa... está igual desde que me conheço e lá comecei a ir, com os meus pais (não para férias mas para passeios em família ao Domingo). Por ter tanto conhecimento de causa (tenho mesmo!) sobre esta cidade vejo que o problema é mesmo a atitude das pessoas... acomodaram-se! O que lá se vê hoje é o que se via há 30 anos... E de todas as vezes que lá fui nunca encontrei uma exposição ao ar livre, nunca presenciei uma animação de rua, nunca assisti a manifestações de cultura, humor ou, até, sátira naquelas ruas. Enfim, uma pobreza de espírito estrema. E podem dizer-me "ah e tal, fui lá e vi uma nazarena a mostrar as sete saias!" que eu só vou ficar a olhar com cara de incrédula porque se fosse por essa lógica uma pessoa não ia à Feira do Cavalo na Golegã porque já tinha visto um cavalo na vida. Nem uma pessoa ia a um concerto porque já tinha ouvido música na vida.
É pena mas de penas vivem os infelizes e nós decidimos por-nos a andar dali para fora para não dar o dia como perdido.
Como estávamos a querer ir embora um desígnio dos deuses fez que com o amigo Geras ficasse retido em Coimbra e precisasse urgentemente de quem o fosse buscar. Era tudo o que queríamos ouvir: uma desculpa para ter que ir até Coimbra, essa cidade que eu amo e adoro e nunca esqueço e quero sempre voltar!
Apanhámos o amigo Alex pelo caminho e lá fomos, felizes nestas viagens simples que tornamos em grandes momentos.
Já os quatro reunidos deambulámos pela cidade a mostrar este e aquele e o outro sítio que tanto nos dizem. Depois jantámos sem grandes complicações no restaurante do tio Mac.
Mas uma ida à Coimbra assim, imprevista, pedia mesmo que aproveitássemos o ter que lá ter ido para malharmos um bingozito. Lá fomos e de lá saímos após três jogadas, sem prémio nenhum e menos 3€ no bolso.
Viagem de regresso muito animada e chegada a casa felizes da vida.
E eu só penso: não vale a pena fazer grandes planos porque eles às vezes desiludem; as coisas simples da vida são fáceis de conseguir e dão-nos muita felicidade; quando falhas a linha só tens que mudar de objectivo e... seguir para bingo!
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