Em relação à morte do bebé atacado pelo pitbull da família só tenho a dizer que não queria estar na posição daqueles pais. Pelos motivos óbvios (ver morrer um filho deve ser o maior sofrimento pelo qual um pai deve passar!) em primeiro e porque não sei como reagiria em relação ao cão, em segundo.
Adoro animais. Adoro cães. Tenho três, nenhum das raças ditas perigosas. Mas só mesmo porque nunca calhou. Porque não acredito nisso das raças ditas perigosas. Acho que os cães são como as pessoas: há-os bons e há-os maus. E isso não tem, a meu ver, nadinha a ver com a raça do bicho. E muito menos tem a ver com os donos. Os meus três cães foram todos "educados" da mesma maneira e têm feitios muito diferentes. Nenhum é mais mimado que os outros e todos têm, para connosco da família, ligações diferentes. Os bichos têm personalidade e isso vai muito para além dos rótulos que lhes colocamos.
Não defendo nem acuso o cão, não defendo nem acuso os pais. Muitos pitbull existem em casas de família que nunca magoaram uma criança. E muitos pais já viram morrer um filho seu por acidentes domésticos.
Cada um é livre de dar a sua sentença. Eu abstenho-me e fico-me somente pela partilha da dor e tristeza que os pais do bebé devem estar a sentir. E é no sentido de lhes dar apoio à distância que concentro os meus esforços. Não em atirar-lhes pedras e apontar-lhes o dedo.
Culpados? Sim, o sentimento de culpa (pelo bebé e pelo, eventual, abate do cão) já ninguém lhes vai tirar. E isso já é uma pena pesada com o caraças!
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