Hoje. Primeiro dia de saldos. A loucura. Eu, pessoa que detesta monotonia, achei que o que me estava mesmo a fazer falta era passar a tarde no shopping mais badalado da região centro. Se bem o pensei, melhor o fiz e, a seguir ao almoço, lá fui eu para o Éden do consumismo. Foi positivo tendo em conta que estou inteirinha, sem nódoas negras e sem cabelos arrancados. Comprei algumas coisinhas mas compras a sério só lá mais para a frente, quando a corrida aos vestidos de lantejolas, às clutchs cintilantes e às lingeries sexy acabar.
Mas não é por isso que escrevo... Escrevo porque assisti, em pleno estacionamento do dito shopping a uma zanga feia entre duas jovens senhoras. Daquelas que vestem, calçam e usam no cabelo as últimas tendências. Daquelas que se auto-designam fashion da ponta do cabelo à unha do pé. Daquelas que são o estilo em pessoa.
O tom de voz era elevado, os gestos eram nervosos e agitados, o palavreado era insultuoso. Dado que não assisti ao acontecimento que originou a discussão, a minha preocupação não estava em tentar entender o porquê da mesma nem em perceber qual das duas jovens senhoras tinha razão. A minha preocupação era entender como... como é que alguém tão vistoso passa a miserável de ideias? Como é que alguém de tão rica aparência consegue ser tão pobre de espírito? Como é que alguém que faz questão de ser de topo por fora é tão baixo por dentro?
A resposta é simples: estilo muitas têm... até que lhes estala o verniz... e aí mostram que real estilo têm... o estilo rasca!
Nenhum comentário:
Postar um comentário